Carreira e Profissão
  Postado em 05/06/2016
 

Ao longo da minha trajetória de vida e depois de anos de experiência profissional quero discorrer sobre alguns assuntos que talvez incomodem muitos jovens e até mesmo alguns profissionais já instalados no mercado de trabalho: carreira e/ou profissão.

A escolha de uma carreira ou profissão estão ligados a muitos fatores: influência da família, amigos, gostos pessoais, habilidades, etc. Disso você provavelmente já deve saber. O que talvez você não se dê conta ou não queira admitir é que no mundo ao qual você vive lhe “empurra” para determinadas profissões (escolhas) sem mesmo você se dar conta disso. O “modismo” atinge também a escolha da profissão, por isso é comum encontrarmos pessoas frustradas ocupando postos de trabalho que, no ponto de vista de outros, seriam os empregos dos “sonhos”. Tudo isso é somente a ponta do iceberg, como assim? Analise essa equação: EXCELENTE PROFISSÃO + DINHEIRO = STATUS E STATUS = FELICIDADE. Será?

Todos nós precisamos evidentemente adquirir dinheiro para suprir nossas próprias necessidades, já falava Abraham Maslow quando divulgou sua “hierarquia de necessidades”, também conhecida como pirâmide de Maslow, onde cada ser humano teria de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. O ponto seria: é mesmo sua “auto-realização”? O emprego ou profissão escolhida atende às SUAS necessidades? Quais necessidades?

Existe um dado interessante que demonstra que o Brasileiro gasta R$ 1,8 bilhões com antidepressivos e estabilizadores de humor. Avanço na venda de antidepressivos e ansiolíticos ultrapassa 42 milhões de caixas e põe o país na liderança mundial. É como se um a cada cinco brasileiros tomasse esses remédios
(http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/01/26/internas_economia,346135/brasileiro-gasta-r-1-8-bi-com-antidepressivos-e-estabilizadores-de-humor.shtml)

Então aí você estará me perguntando: O que isso tem a ver com a escolha da profissão e modismo já comentados até agora? Onde você quer chegar? Simples: não é um fato único ou isolado (evidentemente), quando você é “forçado” consciente ou inconscientemente a escolher uma profissão ou exercer um ofício que aos “olhos do mundo” seriam o “emprego dos sonhos”, no entanto para você isso não é uma verdade absoluta, o seu futuro terá uma tendência de ser à base de ansiolíticos.

Não se deixe levar pelos efeitos da mídia. Estar realizado é uma questão interna. Ser aceito por um grupo social porque você é um “grande executivo” na maior parte das vezes é puro interesse. Viva bem, fazendo o que você realmente gosta de fazer. Não se ocupe se o curso tal está em “alta” ou escolhendo tal curso ou escolhendo tal profissão você ficará “rico”. Não vale à pena. Quando fazemos as coisas com amor, mesmo não tendo o “status” que a sociedade tanto proclama, estamos sendo mais fiéis aos nossos próprios valores. Pense nisso.

 

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