Recomeço Inteligente
  Postado em 09/01/2017
 

Chegamos a um novo ano, e muitas pessoas começam a seguir promessas e metas e infelizmente se frustram mesmo antes de terminar.

Então resolvi começar esse artigo com algumas perguntas: Quem nunca sofreu uma decepção na vida, quer seja com amigos, com emprego, familiares ou mesmo com um suposto “amor”? Ao contrário de algumas correntes “psicológicas” que dizem que colocamos muitas expectativas nos relacionamentos e nas ações é por isso que sofremos, eu pergunto: E por que não colocar? Não é essa a “mola” que impulsiona nossos sonhos? Seria ilógico (por exemplo) você começar um novo emprego ou um novo relacionamento já com “um pé atrás”, achando que algo pode dar errado. Hoje com 51 anos eu já estudei (e estudo) muitas coisas e tenho aprendido que a vida não se consiste em teorias ou “clichês” de que vai ser “assim” ou “assado” se você tomar determinadas decisões na sua vida. Colocar muitas metas, nem sempre as coisas saem como você tem planejado. É bom planejar, ter ideias, sonhos, mas acima de tudo é importante entender que não controlamos o tempo, não controlamos as mentes das pessoas, não controlamos o “acaso”. Você pode conhecer as pessoas (ou pensar que as conhecem) e num passe de “mágica” elas te decepcionarem. Portanto, não adianta viver em frustração. Nem sempre as coisas podem sair como você espera. É normal.

Vou lhes dar uma dica que acredito que vai ajudar a superar qualquer tipo de decepção para poder seguir suas metas. Faça algumas perguntas: quem é você e quais são seus valores?

Você é daquele (a) que precisa mostrar para as pessoas que alcançou “sucesso” nas redes sociais para agradar seu próprio ego (e os outros) ou fica feliz por simplesmente ter o suficiente para ter SUA família feliz sem precisar se expor?

Você acredita mesmo que essas 2.000 pessoas (um exemplo) que estão na sua rede social são seus “verdadeiros amigos”? Faça um teste: experimente não ter “sucesso” ou ficar numa situação difícil e conte quantos irão te contactar.

Grande parte das pessoas e isso é um fenômeno até certo ponto natural, se aproximam de outras pessoas que “supostamente” estão em ascenção. Por isso, a mídia faz muito sucesso. O consumismo exagerado denota que as pessoas precisam satisfazer seu vazio interior (e a sociedade) tentando demostrar que estão “felizes”.

Aqui não se trata do certo ou errado, no entanto abrimos espaço para a segunda pergunta: quais são seus valores?

Se você é uma pessoa que precisa alcançar muitas metas, que acredita que mudando de parceiro (parceira) várias vezes, de consumir e consumir e acumular bens e mais bens, e postar nas redes sociais essa sua “felicidade” lhe faz bem: vá em frente, afinal você tem sua própria vida e ninguém (muito menos os religiosos) tem o direito de lhe criticar.

Valores são aspectos que não podemos questionar, cada um tem os seus. Estão dando certo? Vá em frente. Siga seu rumo.

Mas o ponto desse artigo é justamente esse: você de fato está feliz? É essa realmente a vida e o legado que você quer transmitir para seus filhos e filhas? Se nesse momento você “titubear”, então alguma coisa você precisa mudar. Lembre-se: você não será jovem para sempre, todos envelhecem e…morrem. Quantos daqueles 2.000 amigos por exemplo, no seu facebook são seus VERDADEIROS amigos? Talvez nem 10 (lamento dizer isso). Será que trabalhar tanto para acumular riquezas dispersa sua atenção para seu filho ou filha que pode estar se envolvendo com drogas ou prostituição e você nem tem “tempo pra ver isso”? E seus relacionamentos amorosos? São verdadeiros ou somente “conveniência? E quando você envelhecer? Ou acredita mesmo que nunca vai envelhecer?

Novamente eu termino esse artigo deixando claro que o meu objetivo não é a crítica, mas a reflexão, buscando justamente uma coisa que atormente o ser humano: a decepção que pode gerar (inclusive) uma depressão intensa. Não é incomum pessoas que estão na beira da morte falarem: “se eu tivesse outra oportunidade faria tudo diferente”.

Trata-se de uma opinião pessoal de um Coach (e de quem já teve muitas experiências) sem aspecto filosófico ou religioso. Valores são valores e cada uma tem os seus próprios. Respeito cada opinião. Mas acredito que, como seres inteligentes precisamos aprender a refletir a cada ação que cometemos para uma sociedade mais equilibrada e justa. E que a nossa “passagem” por essa terra e o nosso legado tenha sido exemplo para nossos filhos.


 

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